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Graduação e Pós-graduação

Diferentemente de alguns países da Europa ou mesmo dos EUA, o Brasil teve sua primeira faculdade de fotografia somente no ano de 1999 com a primeira turma do SENAC. Hoje são diversas Faculdades de Fotografia espalhadas por todo o Brasil. Por ser ainda um curso muito novo, existem muitas duvidas do futuro acadêmico de fotografia. Vamos então expor as principais delas e fornecer alguns detalhes sobre os cursos superiores de fotografia.

A principal duvida que sempre surge é a seguinte.

– Preciso de uma faculdade de fotografia para aprender a fotografar?
A resposta é um redondo NÃO. Na faculdade você irá aprender muita teoria e muitos conceitos fotográficos, mas fotografar só se aprende com muita prática. E os créditos das aulas práticas nos cursos superiores não lhe darão tempo suficiente para isso. Claro que como toda arte, na faculdade de fotografia existirão aqueles que já sabem fotografar e muito bem, mas também existirão aqueles que nunca pegaram em uma câmera e não sabem o que é um obturador, um diafragma e outros detalhes. Faça a analogia, alguém que cursa uma Faculdade de Belas Artes será necessariamente um grande e criativo artista? A academia lhe oferecerá as ferramentas para o conhecimento, o resultado depende do aluno.

No caso da fotografia existem dois tipos de cursos superiores, os Cursos Tecnológicos e os Bacharelados

Cursos Tecnológicos
Ao contrário do que muitas pessoas pensam, os cursos tecnológicos (tecnólogo) valem sim como curso superior, e se diferem dos técnicos. Para ingressar num curso deste tipo, é necessário ter concluído o ensino médio. Mas apesar de ser um curso superior, ele tem uma duração menor que os cursos de bacharelado e licenciatura, entre 2 e 3 anos. Isso acontece porque os cursos tecnológicos apresentam uma abordagem mais focada da área escolhida. Terminado o curso poderá realizar uma pós-graduação em outra área.
Esse tipo de curso é mais indicado para quem já tem certeza de que trabalho deseja exercer no mundo fotográfico. Os cursos tecnológicos também são interessantes para quem já trabalha em uma determinada área e deseja obter uma formação, porém tem pouco tempo. No entanto, se você ainda não decidiu que área seguir dentro da profissão escolhida, melhor optar pelo bacharelado que é mais abrangente.

Bacharelado
O bacharelado é a formação superior tradicional, com duração que varia entre 4 e 6 anos. O bacharel estuda um pouco sobre tudo dentro da área escolhida, conferindo um conhecimento superficial sobre todos os assuntos. Enquanto o tecnólogo se forma apto para atuar em apenas uma área específica, o bacharel pode atuar em diversas áreas após o término do curso, contando com pós-graduações para se especializar na área desejada.
Esse tipo de curso é ideal para aqueles que ainda não conhecem o mercado de trabalho, ou que ainda têm dúvidas de que tipo de função exercer. O bacharelado oferece a possibilidade de ter contato com inúmeras áreas de atuação da fotografia, e por ter um tempo de duração mais longo.

Surge então uma segunda duvida

– Então por qual razão eu ficaria 04 ou 05 anos no caso de bacharelado, ou 02 a 03 anos no caso de tecnólogo estudando em uma faculdade?

Existem diversas razões para conlcuir um curso de fotografia de nivel superior.
1- Conhecimento nunca é demais
2- Você tem certeza de que a fotografia é a sua verdadeira vocação profissional e deseja ter um diploma de nível superior
3- Você pretende seguir uma carreira acadêmica (a cada dia se torna mais indispensável o diploma de nível superior em fotografia, pois até para lecionar em alguns cursos livres de fotografia o diploma é exigido).
4- Pretende prestar algum concurso publico na área fotográfica

Seguida da terceira duvida

– Ok! Tenho uma ou mais das razões listadas acima. Devo preferir o diploma de bacharel ou o tecnólogo?

Ambas são formações de nível superior. E as duas permitem exercer atividades profissionais e realizar uma pós-graduação. A escolha irá depender do segmento da fotografia que você pretende se profissionalizar e também do quão especializado você quer estar ao sair da faculdade.
O bacharelado forma profissionais generalistas. O estudante tem um panorama amplo da área, com disciplinas teóricas e algumas práticas. Ao terminar o curso, o aluno está apto a atuar em diversos ramos de uma mesma área do conhecimento, podendo se especializar em uma delas tanto com a experiência no mercado de trabalho como por meio de pós-graduações.
O tecnólogo possui uma formação específica em determinada área da fotografia. O currículo tem uma carga considerável de disciplinas práticas e está ligado às necessidades do mercado de trabalho.
Com este diploma, além de entrar no mercado de trabalho, o profissional formado também pode seguir seus estudos em uma pós-graduação e participar de concursos públicos que exijam nível superior.

Quarta duvida

– Quer dizer então que compensa fazer uma faculdade?

A faculdade em si serve para te dar um embasamento teórico e prático que talvez você não consiga sozinho. Além de trabalhar com professores e profissionais especializados na área, você terá bons contatos e uma excelente troca de experiências. Outro fator favorável é que você terá um diploma que comprova o seu nível acadêmico superior. Vale lembrar que a fotografia não é uma profissão regulamentada, mas em alguns casos, ela poderá ser auto-regulamentada por empresas ou associações, ou seja, você pode ser sim um profissional sem o diploma, mas alguns locais irão pedir o diploma como uma forma de comprovação de conhecimento ou mesmo uma forma de seleção rápida.

Quinta

– Tá, resolvi me matricular em uma faculdade de fotografia. Qual delas é a melhor?

Sem dúvida um dos pontos cruciais em qualquer instituição de ensino (e onde muitas pecam) é o seu corpo docente, eles são a base do ensino, é fundamental que sejam profissionais engajados e comprometidos, que dominem suas especialidades. É importante também que haja uma diversidade de formações e expertises (fotógrafos, jornalistas, designers, curadores, pesquisadores, produtores, profissionais do mercado…), que agregam conhecimento e possibilitam uma formação mais ampla, que vislumbre as interações e possibilidades entre as áreas. Infelizmente, nem sempre é assim na prática. A estrutura física também ainda é uma tremenda dor de cabeça, cursos como fotografia exigem espaços, equipamentos e materiais dispendiosos, nem sempre as instituições querem arcar com esses custos. Sendo assim o importante é que você pesquise bem, faça visitas à faculdade pretendida, conheça o corpo docente e converse com alunos e ex-alunos.

Toda instituição de ensino possui pontos positivos e negativos, professores excelentes e outros nem tanto, então lembre-se de que o responsável maior pelo seu bom aprendizado é você mesmo. Você é agora um acadêmico e não importa se é Fotografia, Direito ou Medicina, na acadêmia para se destacar e levar para a vida profissional todo o conhecimento aprendido é necessário estudar muito, ler muito, se interessar muito e pesquisar muito. Tire proveito de todas as facilidades de aprendizado que a faculdade lhe oferecer, faça parte de grupos de estudo, pergunte na secretaria sobre bolsas de iniciação cientifica. Não fique restrito à matéria dada pelo professor, procure sempre saber mais. No mundo acadêmico quem tira nota apenas para passar de ano (ou semestre) não será um profossional de destaque. Mas acredito que isso você fará com certeza, pois escolheu uma Faculdade de Fotografia porque ama essa arte, suas diversas técnicas e campos de conhecimento.

Respostas escritas com a ajuda do texto da acadêmica Maíra Gamarrahttps://setefotografia.wordpress.com/2012/06/06/dialogo-056-a-faculdade-de-fotografia/

Dado o grande numero de faculdades de fotografia que existem hoje no país é recomendável que você pesquise para saber se o curso é autorizado ou se já está reconhecido pelo MEC. Veja abaixo as diferenças entre ambos e como agir.

As diferenças entre cursos autorizados e reconhecidos

A diferença entre os dois modelos é que o curso reconhecido é consolidado, a instituição possui autorização definitiva do Ministério para funcionar, por estar dentro dos padrões exigidos. Quando o curso é apenas autorizado, significa que a instituição tem prazo para a regularização. Até aquela data, a escola só tem autorização para exercer o curso.

Para evitar aborrecimentos com instituições de ensino superior que não estão autorizadas a funcionar e que, conseqüentemente, ministram cursos sem reconhecimento do MEC (Ministério da Educação), o estudante precisa saber qual a situação do estabelecimento junto ao governo.

Qualquer instituição de educação superior somente pode iniciar suas atividades após obter credenciamento junto ao MEC e autorização para cada curso que pretende oferecer.

Os processos de credenciamento e autorização de cursos são considerados conclusos após o ato de publicação no Diário Oficial da União, pelo ministro da Educação.

O estudante deve ficar alerta para os conceitos dos cursos obtidos no Enade Confira abaixo as dicas para saber se o curso que você faz ou pretende fazer está devidamente autorizado:

● O estudante pode saber se o curso superior tem autorização do MEC para funcionar pela Internet, no site do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais). O levantamento informa o desempenho da instituição no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), o antigo Provão, e quais são os cursos que ela está autorizada a oferecer;

● Interessados também podem solicitar à instituição de ensino o catálogo das condições de oferta dos cursos, exigido na Portaria Ministerial nº 971/97 e divulgado anualmente. Nele, serão encontradas todas as informações sobre a autorização e o posterior reconhecimento do curso, suas avaliações e dados sobre taxas de matrículas e mensalidades;

● É preciso verificar a documentação que comprova o credenciamento da instituição, a autorização do curso e o seu reconhecimento. Caso o curso tenha sido autorizado recentemente, o estudante deve ficar atento aos prazos legais para a instituição solicitar o reconhecimento. O artigo segundo da Portaria Ministerial nº 877/97 define que “as instituições poderão requerer o reconhecimento de seus cursos/habilitações a partir do segundo ano de funcionamento, quando se tratar de cursos com duração de quatro anos, e a partir do terceiro ano, para aqueles cuja duração for superior a quatro anos;

● Se a instituição não for credenciada pelo MEC, mas estiver funcionando, é considerada irregular e não pode emitir diplomas de conclusão de curso. Caso o estudante já tenha ingressado neste estabelecimento, ele deve buscar na Justiça comum a restituição dos valores pagos pelos serviços educacionais, bem como o ressarcimento por danos causados.

Critérios
Os cursos superiores são autorizados e reconhecidos por meio de um processo de avaliação que utiliza instrumentos desenvolvidos por especialistas de cada área do conhecimento. O curso pode ter sido autorizado ou reconhecido com conceito regular (CR), bom (CB) ou muito bom (CMB).

O estudante deve ficar alerta para os conceitos dos cursos obtidos no Enade. Se o curso escolhido ultrapassou o prazo previsto para obter o seu reconhecimento, e a instituição ainda não adotou qualquer providência junto ao MEC para obtê-lo, o aluno deve comunicar imediatamente à SESu (Secretaria de Educação Superior).

No site do Inep haverá outras informações sobre o ensino superior. As informações sobre os cursos também podem ser obtidas pelo telefone 0800-616161 (ligação gratuita) ou pelo Núcleo de Informações do Ensino Superior: 0/xx/61/410-9770.

Fonte: http://vestibular.uol.com.br/ultnot/2008/01/22/ult798u21965.jhtm

 

A pós-graduação em fotografia – lato sensu (especialização) e estricto sensu (mestrado, doutorado)

Assim como a graduação, os cursos de pós -graduação lato sensu em fotografia proliferaram em diversas faculdades pelo Brasil. O mesmo não acontece com a pós-graduação estricto sensu, sendo poucas as faculdades que oferecem esses cursos. No entanto, se o aluno pretende um vida acadêmica e deseja realizar um mestrado ou doutorado que permita que venha a lecionar em uma faculdade de fotografia, seja na graduação ou pós-graduação, ele também poderá realizar um mestrado ou doutorado em diversas outras áreas cujo tema de sua tese tenha relação com a fotografia, como por exemplo um mestrado em História, cujo tema proposto e aceito por seu orientador seja a História da Fotografia, uma pós-graduação em Comunicação com ênfase na Fotografia, ou então um mestrado em Arquitetura cuja tese seja A Fotografia na Arquitetura.

A especialização irá lhe proporcionar um maior conhecimento em alguma área da fotografia que você tenha uma maior afinidade. Pesquise bastante e matricule-se em um curso que você realmente tenha um grande interesse. Existem especializações que se aprofundam na parte técnica e também aquelas que são voltadas mais para o aspecto artistico ou filosófico da fotografia.

Os cursos de pós-graduação não são baratos e a melhor maneira de pleitear uma vaga em um curso estricto sensu, ou até mesmo uma bolsa que é oferecida por diversos meios é informar-se na secretaria da faculdade pretendida. Visite também os sites do CNPq e Capes para entender melhor o funcionamento das bolsas. Para pleitear uma bolsa é necessário ter fluência comprovada em pelo menos dois idiomas. Normalmente inglês e espanhol, e um terceiro nunca é demais. Haja visto que você terá que ler e estudar diversos livros e publicações estrangeiras. Também é bom já ter alguns artigos publicados em revistas acadêmicas, isso conta pontos para você.

Visite a faculdade, conheça todas as matérias que serão oferecidas durante seu curso e procure conhecer o orientador e sua linha de estudos, isso é muito importante.

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